domingo, 15 de março de 2015

Vivendo e aprendendo a jogar

Tomando um vinho branco demi-sec, comendo massa integral com alho, tomate e azeite de oliva, escutando um som legal. sou rica de opções, vamos em frente, brasileiros, não é preciso muito pra ser verdadeiramente feliz! :))))))

Elis diz

sexta-feira, 13 de março de 2015

Quero um Brasil exuberante e livre

Um dos grandes problemas que nos impede de enxergar a realidade é que fomos criados numa cultura de valorizar o "Primeiro Mundo", os países estrangeiros e sua produção como se fossem significativos de sucesso e criatividade.
Nós temos todo um potencial que só há algum tempo começou a ser valorizado, mas ainda falta muito para que surja a integral autoestima pelo que somos e pelo que nosso país é.

Queremos tecnologia, avanços científicos, fartura e prosperidade, sim, mas que venham na forma de um progresso sustentável, que para obtermos isso não tenhamos que destruir nossos recursos naturais e nossa saúde.

Queremos direitos iguais, fraternidade, cooperação e a derrubada de conceitos rançosos, mas que isso não aconteça através da violência, do derramamento de sangue, de ódio, raiva e inveja, mas de diálogo, aceitação e que cada um saiba ceder um pouco em prol de resultados coletivos. Enfim, menos egoísmo!

Enquanto somos incitados a brigar entre nós, olhos ávidos nos espreitam diariamente, ansiosos para por as mãos sobre toda a riqueza que possuímos e que não valorizamos.

Abram os olhos, quem lucra mais com a desunião do povo brasileiro? Quem lucra mais com a desgraça dos povos tidos como subdesenvolvidos?
Subdesenvolvido no sentido tradicional, porque aqui temos tudo para nos desenvolver cada vez mais, basta que fiquemos unidos e trabalhemos juntos. Todo esse clima de ódio que está no ar serve perfeitamente para propósitos da minoria que não quer sair do poder, que não quer que a pirâmide inverta-se, que a maior fatia da população tenha, finalmente, uma vida digna.

Amo muito o meu país e dói ver como ele pode estar sendo mais uma vez manipulado para regredir, perder os avanços conquistados, e abandonar as reformas.

Queremos um Brasil cheio de poder verdadeiro, emancipado, independente, ciente e orgulhoso de sua exuberância! EU QUERO, E VOCÊS?

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Joguinho de xadrez dos poderosos


MUITA COINCIDÊNCIA estourar um escândalo nas costas do atual Ministro da Agricultura, exatamente no momento em que cogita-se a sua saída desse ministério e a entrada da Motosserra de Saias, Kátia Abreu, ou seja, a desculpa perfeita para a troca que está sendo dificultada pelas jogadas entre os partidos, matando-se pelas posições no tabuleiro.
Além disso, a roubalheira envolve os irmãos de Neri Geller e não exatamente a sua pessoa, que está no exterior representando Michel Temer - timing perfeito, o acusado não pode defender-se.
Ah, esse joguinho de xadrez é tão sacana...

Operação Terra Prometida

quinta-feira, 12 de junho de 2014

O circo chegou

Não pretendia sair hoje, mas surgiu um imprevisto e tive que encarar o clima de abertura da $$$$. Policiamento ostensivo - porque não temos sempre toda essa segurança nas ruas? Mesmo assim, rolou manifestação contra (ou depredação, seria mais correto) no Centro, as imagens são da agência da Caixa, na Borges de Medeiros quase esquina com a Ponte de Pedra. Também arrancaram várias placas que estavam posicionadas na praça onde fica a ponte. :P (Em Porto Alegre/RS/Brasil)

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Inclusão Social

Inclusão social, expressão tão em moda, me fez lembrar de dois inclusos no cotidiano do nosso bairro. Moro no Centro Histórico, perto da Usina do Gasômetro. Na época em que estes rapazes circulavam por aqui, ainda existia a Vila do Chocolatão, que pegou fogo mais de uma vez, mas seus moradores não arredavam o pé, pois ali queriam ficar (até que ela foi "transferida" para o Morro Santana).

Caveirinha era um guri franzino, adolescente que morava no Morro X (não recordo o nome) com a mãe, mas passava longas temporadas na casa da avó, na rua Fernando Machado. Tinha um revólver e com ele, assaltava constantemente os moradores da região. Quando meu filho ganhou um "tênis importado" do pai, foi todo faceiro brincar na Praça do Alto da Bronze e lá, Caveirinha o intimou com a arma a ficar descalço e levou o par de tênis, fresquinho, ainda com cheiro de loja. Fiquei P da cara, a princípio com o pai dele por dar um presente tão caro que despertava a cobiça dos assaltantes, depois com o filho que saiu desfilando com o dito. Na verdade, nenhum deles teve culpa, a culpa seria de quem? Da sociedade? Mas o que é a sociedade, senão todos nós?

Considerações filosóficas à parte, fui até a casa da avó do ladrão. Ela lavou as mãos: "Ele não mora comigo, a senhora tem que falar com a mãe dele lá no morro ou ir na delegacia dar queixa". Fui dar a queixa, registrada e arquivada, mas totalmente inútil, já que nada aconteceu com o guri nem os tênis foram recuperados, pois já deviam ter virado loló. Passou o tempo, minha raiva esfriou, deixei pra lá, mas continuava ouvindo relatos das façanhas do Caveirinha, que parecia estar acima da lei e da ordem.

Até que muito depois, ficamos sabendo que ele surgiu morto, na beira do Guaíba. Fiquei triste, chorei? Não vou ser hipócrita, a primeira coisa que veio à minha cabeça foi "bem feito"! Alguém sentiu-se muito ofendido com as armações dele e resolveu frear suas atividades criminosas. Não aceito a desculpa de "falta de oportunidades", a avó tinha boa situação financeira, mas não soube educá-lo - nem a mãe que o pariu.

Deusinho (o que ela fazia pra ter essa alcunha, não tenho ideia) era um errante, às vezes, alojava-se na Chocolatão. Estava sempre batendo à nossa porta, pedindo comida, bebida, moedas, roupas, no que era prontamente atendido, porque nunca negamos ajuda a quem a pede, tradição herdada de nossos pais. Costumava sumir e voltava com um sorriso enorme, sua marca registrada. Num desses retornos, ele veio acompanhado de uma moça com uma criança no colo, todo orgulhoso dizendo que era seu filho. Conversa vai, conversa vem, ele pede uma caixa de leite e fraldas descartáveis. Sou a favor da amamentação ao seio, não gosto de comprar leite de vacas torturadas e defendo o uso de fraldas de pano, mas a argumentação ali seria perda de tempo. A criança já estava desmamada e onde lavariam as fraldas na vida errante que levavam? Comprei os dois itens e dias depois entreguei-os a ele.

Para minha surpresa, houve reclamação: "Ô, tia, o leite era pra ser integral e as fraldas tinham que ser do tamanho PP!" Quase esbocei uma desculpa, mas parei a tempo. Não disse nada, mas não contribuí mais. Até porque, ele não apareceu novamente com a criança e a mulher.

Um dia, andando pela rua Demétrio Ribeiro, enxerguei-o um pouco à frente, parecia drogado, cambaleante e aproximou-se de mim, com uma faquinha, pronto pra me assaltar. Mas quando chegou bem próximo, me reconheceu, fez uma cara espantada e afastou-se, envergonhado. Muito tempo depois, soubemos que também foi encontrado morto.

Não pensei "bem feito". E explico o porquê. Em primeiro lugar, ele não agrediu a mim nem à minha família diretamente, o que teria feito nascer a necessidade de vingança, tão comum no ser humano - a desforra. Em segundo, porque era verdadeiramente um "desvalido da sorte", sem família, sem arrimo, andarilho, perdido nas ruas, vivendo de esmolas e crimes, não sei se pequenos ou grandes.

Conclusão: Muitos clamam por oportunidades e ninguém as dá, mas seguem lutando. Outros cansam de esperar por elas e desistem. Alguns as têm, mas não as aproveitam.

P.S.: minha cidade é Porto Alegre/RS/Brasil.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Transgenia nos alimentos avança cada vez mais: alguém vai pará-la?

Laranja transgênica já está em fase de testes no Brasil

"Os cães ladram, a caravana transgênica passa. Enquanto diversas organizações representativas da sociedade civil brasileira tentam impedir, através de ações e projetos junto aos poderes Legislativo e Judiciário, a expansão descontrolada de alimentos e outros organismos geneticamente modificados no Brasil, o país segue, ao fim do primeiro trimestre de 2014, na mesma toada expansionista que lhe garante um lugar no pódio dos maiores produtores e consumidores mundiais de transgênicos.
Desde fevereiro, o país já tem sua primeira plantação de laranjeiras transgênicas ao ar livre, devidamente autorizada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão responsável por aprovar todos os pedidos de pesquisa, produção e comercialização de qualquer tipo de organismo geneticamente modificado no país."

Leia mais em: Laranja transgênica

O governo apoia totalmente.
Recordo que quando a transgenia nas plantações iniciou em outros países, como a Argentina, o RS manteve uma postura fechada para ela, na época quem governava o Estado era o Olívio Dutra, político ético, coisa rara. Durante muito tempo o país manteve essa postura de repúdio e uma das bandeiras que o Lula levantava, eleitoreira, é claro, era que O BRASIL SERIA UMA ÁREA LIVRE DE TRANSGÊNICOS! hahahahahahaha Aliás, foi esse o motivo principal que me levou a votar nele (bobinha). Agora, não tem mais volta, escancarou e até a Embrapa já participa. 
Só nos resta impulsionar o cultivo orgânico, consumir o que produzem para que não desistam. Apesar de que a contaminação existe, sementes levadas pelo vento, pelos passarinhos, de uma lavoura transgênica para uma convencional que esteja próxima.
Ah, sei lá, o que mais me irrita é que ninguém quer saber de nada, vão pagar caro por isso, sendo que aqueles que sabem, também vão junto na rede.

Comprovando o que disse acima sobre a luta do RS e de seu governador para impedir a entrada das sementes transgênicas: "O principal interesse econômico nessa técnica é impedir que o fruto ou grão de uma variedade comercial se torne uma semente, exterminando assim o potencial reprodutivo daquela planta. Os agricultores, que então seriam obrigados a adquirir novas sementes a cada safra, deixariam ainda de exercer o papel que vêm desempenhando há mais de dez mil anos: o trabalho de melhoramento das variedades realizado através de cruzamentos e seleção de sementes. A posição adotada pelo governo Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul, bate de frente com a estratégia destas grandes corporações e já está gerando uma ferrenha disputa judicial e política."

PENA QUE PERDEMOS!
A luta para evitar os transgênicos

Primeiro, Lula prometeu que o país seria uma área livre, depois liberou mas prometeu "espaço para todo o tipo de agricultura".
MENTIRAS!
Aqui uma carta aberta à Dilma Roussef, enviada quando ela ainda era Ministra (2009):
Carta aberta à Ministra

MENTIRAS E MAIS MENTIRAS:
Túnel do Tempo: Lula achava "burrice" liberar transgênicos

ACONTECEU EM 2004: Era uma vez... "O governador Roberto Requião (PMDB) participou nesta quinta-feira (15), em Brasília (DF), de um almoço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e saiu com uma promessa verbal de Lula para tornar o Paraná área livre de lavouras transgênicas – uma reivindicação negada três vezes pelo Ministério da Agricultura. Ao sair da reunião, Requião disse aos jornalistas que estava “muito satisfeito” com o resultado do encontro." hahahahahahaha Rir para não chorar! Paraná, área livre de trangênicos?

E para encerrar a pequena bibliografia (para quem tiver interesse em informar-se como fomos ludibriados sobre essa questão e como fomos VENDIDOS À MONSANTO), fecho com chave de ouro e pedras preciosas:
ESTUDO DE CASO - O companheiro liberou: o caso dos transgênicos no governo Lula

Imagem: Observatório Ambiental