terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ufologia perde um ícone


No último dia 10 deste mês, a Ufologia perdeu uma dos seus grandes ícones, o ufólogo José Victor Soares, morto aos 79 anos de idade, fundador e ex-diretor da Irmandade Cósmica da Cruz do Sul (ICCS) de Gravataí/RS, criada em agosto de 1967.

Português, nascido na Ilha dos Açores, em 2 de janeiro de 1931, chegou ao Brasil já adulto. Morou e atuou em São Paulo até se mudar para Alegrete, na Fronteira Oeste do RS.
Além de pesquisador, era palestrante e conferencista em eventos realizados em todo o Brasil. Foi responsável por mais de 600 investigações de campo em pesquisas ufológicas em diferentes países latino-americanos e deixou mais de cem publicações, além de três obras completas por editar.

Suas observações datam de 1943, quando, aos 12 anos, diz ter avistado um OVNI pela primeira vez. Ultimamente, era morador de um sítio em Morungava, Gravataí e gostava de convidar as pessoas para lá visitá-lo - tive a oportunidade de também receber esse convite, quando participei do Encontro Brasileiro de Ufologia em POA (veja detalhes e fotos aqui e aqui).

Leia também essa entrevista que ele concedeu ao portal UFO:

http://www.ufo.com.br/entrevistas/uma-paixao-pelo-fenomeno-ufo-traduzida-em-acao

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Festas de fim-de-ano



Nas festa de fim-de-ano, deixe os animais em paz e comemore com delícias vegetarianas, como o panetone produzido pela Cozinha Natureba, sem nenhum ingrediente de origem animal!

Maiores detalhes no blog:

http://cozinhanatureba.blogspot.com/2010/12/altas-producoes-na-cozinha-natureba.html

Boas festas (sem crueldade...)!

domingo, 28 de novembro de 2010

Reality show in Rio


A mídia tem o poder de transformar tudo em espetáculo!

Banaliza, esconde fatos, mostra os que lhe interessam, monta o circo para divertir (leia-se "informar") o consumidor.

A invasão da favela do Alemão (rebatizada de Complexo do Alemão) está sendo transmitida como um show fantástico...

A questão do tráfico de drogas instalado em zonas de pobreza é antiga, cresceu como um câncer que não foi tratado no início, quando as células doentes eram poucas e ainda não haviam se espalhado tomando conta do organismo. Agora, está sendo necessária a utilização de tratamentos violentos e de choque, uma quimioterapia intensa, que causará danos e não tem garantia de sucesso.

O filme Tropa de Elite serviu com uma catapulta para que essa operação acontecesse, além da óbvia proximidade dos eventos da Copa e das Olimpíadas. É preciso criar ações para os gringos verem... certamente, o mundo está de olho no Rio!

Não esqueçam que o show está sendo editado e só mostram o que pode ser mostrado, o que realmente está acontecendo por lá só os envolvidos sabem... Mortos, feridos, abusos, balas perdidas, execuções sumárias, civis inocentes com sangue e tripas expostas ficam nos bastidores.

Quando surgiu um boato de que os traficantes estariam fugindo pela rede de esgoto, imediatamente uma autoridade pulou, informando que não há rede de esgoto no Complexo do Alemão! Incrível que em pleno século XXI, pessoas ainda vivam sem esse requisito básico - elas têm televisão, iPod, laptop, armas sofisticadas mas não têm rede de esgoto!

Então, estrangeiros podem vir para a cidade maravilhosa que a repressão ao tráfico dessa vez tá valendo!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Defensivo agrícola, não! Agroveneno!


Seguindo nossas postagens sobre os perigos do uso de agrotóxicos nos alimentos que consumimos, aí vão dois ótimos artigos escritos pelo jornalista Gabriel Brito, no Correio da Cidadania.

Agrotóxicos, motor da agroindústria e do latifúndio, são escondidos do debate nacional
18-Set-2010

Uma das grandes ameaças da atualidade à saúde do povo brasileiro, os agrotóxicos foram tema de seminário na Escola Nacional Florestan Fernandes, localizada em Guararema, interior de São Paulo, e inaugurada em 2006, a partir de esforços empreendidos pelos movimentos populares do campo. Com a participação de profissionais da ANVISA e professores de universidades federais, o encontro serviu de alerta para um retrato praticamente invisível de nossa agricultura.

"Antes de tudo, devemos colocar as coisas no devido lugar. A definição correta para os produtos que se têm utilizado na agricultura é agroveneno. Nada de ‘defensivo agrícola’ ou mesmo ‘agrotóxico’ como estamos acostumados, pois nem sempre dão a idéia exata do que significam", introduziu Frei Sergio, liderança do Movimento dos Pequenos Agricultores. "Temos de reconhecer que o marketing desse setor é muito bom. Do início de sua expansão, quiseram chamá-lo de ‘agrobusiness’, o que não pegou, por um estranho resquício de nacionalismo nosso. Agora é a mesma coisa em relação a esses venenos", completou.

Numa detalhada análise de conjuntura, os convidados do seminário trataram de todos os pontos da cadeia que envolve este proeminente setor da economia nacional, não somente em sua produção e comercialização, como também acerca dos tipos de atores que comandam de forma hegemônica o agronegócio – que no Brasil significou a progressiva decadência da agricultura familiar, cujos resultados podem ser verificados também nas cidades, com suas apinhadas e precárias periferias.

Leia o artigo na íntegra aqui:
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/5027/9/

Bloqueio informativo e órgão regulador corrompido blindam os agrotóxicos
22-Out-2010

Na continuação da matéria a respeito da utilização dos agrotóxicos na agricultura brasileira, o Correio da Cidadania foca o implacável monopólio na cadeia produtiva brasileira e também o criminoso bloqueio que as gigantes do setor impõem a estudos e diagnósticos mais aprofundados acerca de seus efeitos, tanto no meio ambiente como na saúde dos seres vivos.

"As intoxicações têm acarretado em diversos casos de suicídio. Mas a empresa acusa o trabalhador de uso inadequado dos venenos e a ANVISA não consegue provar o nexo de causalidade entre as intoxicações e as mortes. Mas já se verificou em cidades onde o uso de agrotóxicos é intenso uma maior taxa de suicídios de agricultores em relação às outras pessoas, uma vez que causam distúrbios psíquicos e afetam o sistema nervoso", disse Rosany Bochner, professora da Fiocruz. "Por isso é importante fazer denúncias e notificar a ANVISA em caso de intoxicação", alerta.

Como se vê, o poder político dessas transnacionais encontra pouca resistência no país, até pelo fato de empresas como a Monsanto terem aparelhado a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), que de alguns anos para cá tem aprovado todas as sugestões das empresas para a aprovação de novos venenos, além da liberação dos transgênicos, questão envolta em muita polêmica e críticas de especialistas da área de saúde. Como evidência, basta lembrar o caso de Lia Giraldo, pesquisadora também da Fiocruz, que pediu demissão do órgão por desistir de defender suas posições em um ambiente "pró-transgênicos".

E quem comprova o quão crescente tem sido a presença dessas substâncias em nossas vidas é a própria Associação Nacional das Empresas de Defensivos Agrícolas, eufemismo que os agentes do setor empregaram aos venenos que utilizam, tendo elevado o Brasil ao posto de maior consumidor mundial de agrotóxicos.

Entre os anos de 1999 e 2007, o crescimento do consumo de herbicidas, inseticidas, fungicidas, acaricidas e outros venenos foi de 4,67% ao ano, sendo os estados de Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Goiás e Minas Gerais, na ordem, os principais utilizadores. Já no período 2003-2007 (auge do crescimento econômico brasileiro nos anos Lula), esse mercado movimentou cerca de 21 bilhões de dólares no país. Nos últimos dois anos, os valores atingem 14 bilhões de dólares, o equivalente a cerca de 734 milhões de toneladas de venenos comercializadas.

"Todas as grandes empresas tiveram altos índices de crescimento, sendo que três delas detêm 90% do mercado, testando cerca de 200 mil substâncias por ano na tentativa de desenvolver um novo agrotóxico, enquanto nos anos 50 esse número não superava 1200", revelou Letícia Silva, da Anvisa.

Dessa forma, e com toda a anuência do governo brasileiro, a agricultura dos grandes monocultivos avança impiedosamente sobre aquela de caráter familiar, que comprovadamente gera mais emprego por hectare e, ainda por cima, produz a maior parte do alimento que chega às mesas dos brasileiros, uma vez que tais extensões de terras das grandes multinacionais do setor servem às demandas internacionais por nossas commodities.

Leia o artigo na íntegra aqui:
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/5144/180/

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Superbactéria regula venda de antibióticos


Pois é... precisou surgir uma superbactéria nos hospitais para que, finalmente, resolvessem dar uma dura e fiscalizar a venda de antibióticos nas farmácias.

"A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou nesta quinta-feira que os brasileiros não poderão mais comprar antibióticos sem receita médica. As farmácias terão um mês para se adaptar.

A regra pretende mudar um mau hábito do brasileiro: apareceu uma pequena dor, corre pra farmácia e toma um remédio, por conta própria."


O "brasileiro" corre pra farmácia, porque:

a) as filas no SUS são longas e até conseguir marcar uma consulta, pode até estar morto;
b) os hospitais não são os lugares mais indicados para ir solicitar ajuda, visto que é lá mesmo que as superbactérias vivem;
c) consultas médicas pagas são caríssimas;

E ao procurar uma farmácia em busca de medicação, porque os atendentes, simplesmente, não ignoram o pedido do consumidor e informam que só podem vender antibiótico com receita? O que acontece é que eles querem vender e até auxiliam na escolha do remédio, indicam e aconselham sem o menor pudor.

Então, a culpa cai nas costas apenas do "brasileiro?


"A partir de 28 de novembro, as farmácias só poderão vender antibióticos se o consumidor apresentar uma receita médica com duas vias. Uma fica com o balconista e as informações vão para um cadastro nacional. A cópia é devolvida ao paciente, com um carimbo para mostrar que já foi usada.
As farmácias terão um mês para se adaptar."


O que vai ter de "precavido" estocando antibiótico em casa...

O ser humano, aparentemente, só aprende algumas coisas sob a pressão de muita dor.

As informações em aspas foram retiradas daqui: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/10/nova-regra-da-anvisa-proibe-venda-de-antibioticos-sem-receita-medica.html

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Os candidatos e a saúde


Duas pérolas oferecidas pelos candidatos à Presidência, com relação à saúde:

"Toda demanda de saúde desemboca nos hospitais, principalmente porque é nos hospitais que você encontra a forma de resolver o principal problema das doenças." Publicado em ZH de 28/10/10.

Nada disso, dona Dilma, candidata à Presidência: os hospitais deveriam ser o último recurso e não o principal: onde fica a prevenção das doenças? Nenhum governante estimula a eliminação da causa dos problemas, mas resolvem atacar os sintomas... haja visto que a superbactéria foi criada dentro dos hospitais e está restrita a eles!

http://www.cntu.org.br/cntu/internas.php?pag=NTMx

E, não esquecer, os ensinamentos de Serra, candidato à Presidência, sobre como escapar da gripe suína:

"A gripe suína é transmitida pelos porquinhos e pela pessoas quando espirram ou quando se chega perto do nariz do porco. O providencial é não chegar perto do porquinho. E o segundo lugar é de pessoa para pessoa. (...) Quero dizer que essa gripe não é transmitida pela carne de porco cozida. É importante para que não se gere uma paranoia em relação aos porquinhos."

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1099905-5605,00-SERRA+DIZ+QUE+CASOS+SUSPEITOS+EM+SP+NAO+SAO+DE+GRIPE+SUINA.html

sábado, 23 de outubro de 2010

Dá licença? gostaria de atravessar a rua...

Volto ao tema das faixas para pedestres porque a maneira como elas são tratadas (e, por tabela, nós sofremos com o descaso) é, às vezes, até engraçada.

Vejam o local que alguém escolheu para depositar o lixo: