Tire a venda dos seus olhos e aproxime-se! Leia nas entrelinhas e procure ver através do brilho da ilusão, pois vivemos como mansas ovelhas agrupadas em um rebanho comandado por meia dúzia de pastores. Atreva-se a mudar sua posição, pois a Verdade não é aquela que nos mostram e obrigam a viver, através das mais variadas artimanhas e armadilhas. Faça diferente! (Vera Falcão)
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Marcha contra a Monsanto - 25/05/13
Dia 25 de maio de 2013 é dia de protestar contra a MONSANTO, precisamos conter o avanço dessa multinacional que só pensa em lucro e não importa-se em causar danos à nossa saúde e ao meio ambiente (leiam no post anterior o que está acontecendo com as abelhas em nosso planeta).
Organizem um movimento em sua cidade! Não deixem passar em branco essa oportunidade de mostrar que nos importamos, que estamos conscientes e não somos fantoches manipulados por corporações!
MARCHA CONTRA A MONSANTO - 25/05/13
Empresas de bio-tecnologia exterminando as abelhas no planeta
ASSUSTADOR! ABSURDO!
"Líderes da Rússia extremamente indignados com a proteção que o governo de Obama está fornecendo às sementes e plantas transgênicas da Syngenta e Monsanto, em face de uma crescente exterminação das abelhas, que o Kremlin adverte que "certamente" levará a uma guerra mundial. (...) No centro dessa disputa entre a Rússia e os EUA, um relatório do MNRE (Ministério dos Recursos Naturais e Meio Ambiente da Federação Russa) mostra a "prova incontestável" de que uma classe de inseticidas quimicamente relacionados com a nicotina, conhecidos como neonicotinóides, está destruindo a população de abelhas do nosso planeta, e que se não for devidamente controlada pode destruir a capacidade do nosso mundo para produzir alimentos suficientes para alimentar sua população. (...) Importante notar, que este relatório também diz, que a Syngenta, junto com as bio-tecnológicas gigantes Monsanto, Bayer, Dow e DuPont, agora controlam quase 100% do mercado global de pesticidas, plantas e sementes geneticamente modificados. (...) "É claro que estes produtos químicos têm o potencial de afetar toda a cadeia alimentar. A persistência ambiental dos neonicotinóides, a sua propensão para o escoamento e infiltração de águas subterrâneas, e seu modo cumulativo e em grande parte irreversível da ação em invertebrados levanta preocupações ambientais significativas", disse Cynthia Palmer, co-autora do relatório divulgado em março deste ano pela American Bird Conservancy (ABC), que adverte que todo o nosso planeta está em perigo. (...) Em 26 de março, Obama tranquilamente assinou o “Monsanto Protection Act” garantindo, assim, que não haja nenhum recurso contra esse gigante da bio-tecnologia (...) 90% da população de abelhas selvagens nos EUA já morreram, bem como 80% das abelhas domésticas."Morte das abelhas nos EUA, Monsanto protegida por Obama
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Onde nasce o boato?

A pessoa, ao ser entrevistada, seja famosa ou não, tem que pensar antes de abrir a boca e refletir sobre a repercussão do que vai dizer. Uma criatura que fala muita bobagem quando abre a boca é Cleo Pires, por exemplo, dizendo-se vegana mas que, às vezes, "come um peixinho". Sou favorável ao ditado "em boca fechada não entra mosca" e se tiver moscas lá dentro, tenha cuidado ao libertá-las.
Claro que a mídia adora manipular e distorcer as palavras dos entrevistados e isso é mais um motivo para cuidar do que é dito. Tais dirtorções vendem jornais, revistas e atraem anunciantes para a televisão e o público adora! Quanto mais sangue, aberrações, podres e falcatruas forem divulgados, sejam verdadeiros ou não, a massa vibra.
A inveja do sucesso do outro é também um dos detonadores do boato, como o ciúme, o ressentimento, a vingança, a ganância. E o pior disso tudo é que consertar depois não adianta muito, páginas e mais páginas são escritas para criticar e um espacinho modesto é aberto para fazer a retratação.
Quem vive assediado pela mídia tem que estar preparado e saber que não deve "abrir seu coração", ou seja, dar munição ao inimigo, porque essa mídia que vive de fofocas não está nem um pouco preocupada com o que vai criar com sua versão dos fatos. Aliás, quanto mais confusão, melhor.
E se não sabe o que falar, contrate um assessor, um RP. Às vezes, acho que falam alguma coisa nebulosa pra criar polêmica mesmo, quando estão precisando colocar os holofotes sobre si, quando estão meio desgastados ou precisando de divulgação.
Ou seja, uma mão lava a outra.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
O primeiro beijo
Conto que enviei para um concurso de contos de terror para jovens, da Câmara Rio-grandense do Livro de POA, dia 29/07/11 - guardando para confirmar a autoria, pois o conto sendo ou não aprovado, será o ponto inicial (o piloto) de um livro!
O primeiro beijo
Pseudônimo: Doce vampiro
Meu nome é Tânia.
Tenho 15 anos.
Moro com minha mãe numa casinha em um bairro tranquilo.
Estudo em uma escola que fica perto da minha casa.
Acabei de entrar para o primeiro ano do Ensino Médio.
Tenho dois gatos que vivem no quintal e na minha cama.
Sou uma bruxasub.
Calma, vou explicar o que é isso...
Há séculos atrás, minhas ancestrais que eram feiticeiras na França foram perseguidas e condenadas à morte na fogueira. Nessa época, ocorreram muitos assassinatos de mulheres inocentes que, simplesmente, praticavam a magia com o auxílio da Natureza, realizando rituais e cultuando vários deuses. Mas existia também o outro lado, o escuro, a prática do mal através da magia negra, pelos seguidores do Caminho da Mão Esquerda.
Para escapar da morte, muitas mulheres e suas famílias fugiram e esconderam-se nas montanhas, pois lá existiam grutas que levavam a caminhos subterrâneos e secretos. Na escuridão, eles criaram um novo lar e adaptaram-se à ausência da luz do sol e do contato com outras pessoas. Um rio gelado cortava essas profundezas e era dele que, praticamente, tiravam o seu sustento. A falta de alguns nutrientes e da luz solar tornou-os anêmicos e com a pele muito alva, quase transparente.
Após muitos anos, uma das bruxas decidiu que era hora de sair daquele esconderijo e voltar a viver na superfície. Pegou sua filha pela mão e iniciaram a subida lentamente. À medida que a luz ia se infiltrando pelas fendas das rochas, elas paravam para acostumar-se com a luminosidade.
E quando, finalmente, chegaram à superfície, tiveram que esperar até que o sol não produzisse mais dor ao tocá-las. Envolvidas em panos negros para protegê-las, entraram em uma floresta e ali construíram uma cabana que chamaram de lar.
Vânia, filha de Selma, a bruxa fugitiva, cresceu e casou com um dos moradores da região. Mudou-se para uma cidade vizinha, mas levou consigo os ensinamentos de bruxaria que Selma lhe transmitira. Assim continuou, com a filha de Vânia, Jeanne, engravidando de uma menina chamada Selena, que teve uma filha cujo nome era Morgada, até que há 40 anos atrás, nasceu Monique, minha mãe. Naturalmente, ela me transmitiu seus conhecimentos e por isso, sou uma bruxasub.
Antes que esqueça, devo contar que minhas ancestrais que ousaram escapar das trevas subterrâneas, encontraram inimigos bem mais poderosos do que aqueles que as queimaram em fogueiras. Nas florestas onde se estabeleceram, também viviam os mefistólis, praticantes de magia negra que haviam chegado a um grau tão alto de desenvolvimento mágico que possuíam outra forma física, mas conseguiam ocultá-la, aparentando humanidade. Essa forma era muito repulsiva e mostrava todo o mal que era concentrado para criá-las. Com a camuflagem, ninguém desconfiava que as maldades e crimes que ocorriam na região, eram por eles cometidos.
Eles são cruéis pelo simples prazer de despertar o horror nas pessoas: arrancam olhos, mutilam corpos, sugam o sangue das veias e matam sem piedade. Assim podem propagar a maldade, o que lhes traz muito poder. Nós, as bruxassub, não temos como percebê-los, mas se por acaso desconfiarmos de conviver com um deles, temos uma forma de identificá-los, através de uma erva – a hortelã. Se eles a ingerirem ou tocarem, enfim, tiverem qualquer forma de contato com ela, perderão a forma humana e mostrarão sua horrível imagem para o mundo, não podendo retornar mais à antiga forma.
Minha mãe está gritando, avisando pela milésima vez que estou atrasada para a escola. Lá vou eu! O portão da escola está quase sendo fechado, mas consigo entrar e corro para a sala de aula.
Sento ao lado de Melissa, minha melhor amiga e dessa posição posso visualizar Louis, o garoto mais lindo da turma e pelo qual sou apaixonada.
Estamos tendo aula de Matemática e minha cabeça começa a ferver com tantos cálculos. Observo os ponteiros do relógio que fica acima da mesa do professor e tento fazer com que eles caminhem mais rápido. Não consigo e vejo que preciso praticar mais minhas lições de magia. Finalmente, a campainha soa e saímos para o pátio. O assunto do momento é o baile que vai acontecer no final do mês. É o solstício de inverno e sempre comemoramos a entrada dessa estação com uma grande festa. Qual vai ser a banda convidada, que roupa vestir, quem vai ser o nosso par, tais dúvidas tomam conta da mente de todos os alunos, principalmente, das garotas.
Melissa e eu tagarelamos como duas aves:
- Você já escolheu o vestido que vai usar? Eu estou em dúvida entre aquele vermelho de veludo que vimos ontem na vitrine da Jolie’s e o preto que poderia copiar das páginas da Vogue.
- Melissa, decididamente, não sei ainda qual o modelo, mas a cor da roupa vai ser preta.
- Então, não vou usar essa cor também, senão ficaremos como um casal de corvos quando nos encontrarmos no banheiro do clube!
- Haha! Na verdade, estou mais preocupada com o meu par – como vou fazer para me insinuar ao Louis e induzi-lo a me convidar?
- Ele não tem uma namorada, você não tem contra quem lutar! Mas é tão tímido e distante que não vai ser fácil, temos que pensar numa tática...
- Que tal o ataque surpresa?
- Talvez seja a melhor opção, já que não temos muito tempo, restam só duas semanas para o baile.
- Quantos minutos faltam para voltarmos à aula?
- Ainda temos dez...
- Vou aproveitá-los.
Sem hesitar, caminhei na direção de Louis, que estava sentado num canto, olhando fixamente para a ponta dos sapatos. Comecei uma conversinha mole, abordando banalidades e larguei, subitamente, a pergunta:
- Louis, você vai ao baile com alguma garota?
- Nem decidi se vou, muito menos se irei levar alguma garota comigo.
- Gostaria de ser o meu par?
Ele me encarou com dois grandes olhos azuis, surpreso e confuso.
Aproveitei aquele momento de indecisão para soltar mais um dardo:
- Tenho certeza que formaremos uma dupla especial.
Ele pareceu pensar alguns segundos, abriu a boca, fechou-a novamente e depois disse apenas: “ok, vamos juntos ao baile!”
O tempo passou e hoje é a grande noite. Vestida com um brilhante e macio vestido de veludo negro, os cabelos presos numa longa trança, a maquiagem pesada nos olhos e na boca e equilibrada em saltos agulha, aguardo a chegada de Louis. Falei com Melissa à tarde e além de fofocarmos sobre a festa, também comentamos sobre o casal de cães vigias da escola que foram brutalmente assassinados. Como nada foi roubado, a Polícia deduziu que os criminosos desistiram de prosseguir o assalto por algum motivo desconhecido.
Mas a conversa foi substituída por algo mais excitante como a possibilidade do primeiro beijo acontecer durante a festa. Como seria: inocente, sensual, com ou sem língua, desajeitado ou vibrante? Mal conseguíamos conter a ansiedade imaginando a emoção de beijar a boca de um garoto...
Bateram à porta e vi Louis pela janela. Desci as escadas devagar e essa calma foi motivada pela necessidade de equilibrar-me no salto altíssimo; na verdade, queria correr! Entramos no seu carro e partimos, rumo à aventura.
Chegamos ao clube no auge da festa, o salão lotado, a música vibrando e a galera dançando animadamente. Pegamos uma bebida e ficamos observando os casais, até que ele me puxou para a pista. Mentalizei, com toda a força do pensamento, que o DJ tocasse uma canção melosamente romântica para que pudéssemos nos abraçar. E talvez os meus poderes tenham ajudado, porque foi o que aconteceu... Dançamos coladinhos e não podia parar de pensar quando seria a “hora do beijo”. Mas antes disso, eu tinha que ir ao banheiro!
Lá encontrei Melissa e trocamos confidências: qual de nós tinha beijado? Ela, já! Atirei um turbilhão de perguntas sobre minha amiga e estranhamente, o que mais a preocupou na hora fatal fora o seu hálito; medo e vergonha de estar com um bafão! Para prevenir, peguei o spray da sua bolsa e borrifei minha garganta, meus dentes, minha língua, me envolvi numa nuvem de dentifrício bucal!
Louis me aguardava perto da sacada e ficamos ali, apesar do frio intenso. Bem protegidos por grossos casacos, nos abraçamos. E quando percebi, nossos lábios se tocaram. Mal podia respirar de tanta emoção e pela exagerada dose de spray de hortelã que ingerira. De olhos fechados, abri a boca e movi a língua, mas senti algo estranho, uma movimentação agitada no corpo de Louis, como se ele estivesse tendo um ataque epilético. Abri os olhos e comecei a gritar quando vi que o lindo garoto de olhos azuis que eu amava estava transformando-se num... mefistóli!
O primeiro beijo
Pseudônimo: Doce vampiro
Meu nome é Tânia.
Tenho 15 anos.
Moro com minha mãe numa casinha em um bairro tranquilo.
Estudo em uma escola que fica perto da minha casa.
Acabei de entrar para o primeiro ano do Ensino Médio.
Tenho dois gatos que vivem no quintal e na minha cama.
Sou uma bruxasub.
Calma, vou explicar o que é isso...
Há séculos atrás, minhas ancestrais que eram feiticeiras na França foram perseguidas e condenadas à morte na fogueira. Nessa época, ocorreram muitos assassinatos de mulheres inocentes que, simplesmente, praticavam a magia com o auxílio da Natureza, realizando rituais e cultuando vários deuses. Mas existia também o outro lado, o escuro, a prática do mal através da magia negra, pelos seguidores do Caminho da Mão Esquerda.
Para escapar da morte, muitas mulheres e suas famílias fugiram e esconderam-se nas montanhas, pois lá existiam grutas que levavam a caminhos subterrâneos e secretos. Na escuridão, eles criaram um novo lar e adaptaram-se à ausência da luz do sol e do contato com outras pessoas. Um rio gelado cortava essas profundezas e era dele que, praticamente, tiravam o seu sustento. A falta de alguns nutrientes e da luz solar tornou-os anêmicos e com a pele muito alva, quase transparente.
Após muitos anos, uma das bruxas decidiu que era hora de sair daquele esconderijo e voltar a viver na superfície. Pegou sua filha pela mão e iniciaram a subida lentamente. À medida que a luz ia se infiltrando pelas fendas das rochas, elas paravam para acostumar-se com a luminosidade.
E quando, finalmente, chegaram à superfície, tiveram que esperar até que o sol não produzisse mais dor ao tocá-las. Envolvidas em panos negros para protegê-las, entraram em uma floresta e ali construíram uma cabana que chamaram de lar.
Vânia, filha de Selma, a bruxa fugitiva, cresceu e casou com um dos moradores da região. Mudou-se para uma cidade vizinha, mas levou consigo os ensinamentos de bruxaria que Selma lhe transmitira. Assim continuou, com a filha de Vânia, Jeanne, engravidando de uma menina chamada Selena, que teve uma filha cujo nome era Morgada, até que há 40 anos atrás, nasceu Monique, minha mãe. Naturalmente, ela me transmitiu seus conhecimentos e por isso, sou uma bruxasub.
Antes que esqueça, devo contar que minhas ancestrais que ousaram escapar das trevas subterrâneas, encontraram inimigos bem mais poderosos do que aqueles que as queimaram em fogueiras. Nas florestas onde se estabeleceram, também viviam os mefistólis, praticantes de magia negra que haviam chegado a um grau tão alto de desenvolvimento mágico que possuíam outra forma física, mas conseguiam ocultá-la, aparentando humanidade. Essa forma era muito repulsiva e mostrava todo o mal que era concentrado para criá-las. Com a camuflagem, ninguém desconfiava que as maldades e crimes que ocorriam na região, eram por eles cometidos.
Eles são cruéis pelo simples prazer de despertar o horror nas pessoas: arrancam olhos, mutilam corpos, sugam o sangue das veias e matam sem piedade. Assim podem propagar a maldade, o que lhes traz muito poder. Nós, as bruxassub, não temos como percebê-los, mas se por acaso desconfiarmos de conviver com um deles, temos uma forma de identificá-los, através de uma erva – a hortelã. Se eles a ingerirem ou tocarem, enfim, tiverem qualquer forma de contato com ela, perderão a forma humana e mostrarão sua horrível imagem para o mundo, não podendo retornar mais à antiga forma.
Minha mãe está gritando, avisando pela milésima vez que estou atrasada para a escola. Lá vou eu! O portão da escola está quase sendo fechado, mas consigo entrar e corro para a sala de aula.
Sento ao lado de Melissa, minha melhor amiga e dessa posição posso visualizar Louis, o garoto mais lindo da turma e pelo qual sou apaixonada.
Estamos tendo aula de Matemática e minha cabeça começa a ferver com tantos cálculos. Observo os ponteiros do relógio que fica acima da mesa do professor e tento fazer com que eles caminhem mais rápido. Não consigo e vejo que preciso praticar mais minhas lições de magia. Finalmente, a campainha soa e saímos para o pátio. O assunto do momento é o baile que vai acontecer no final do mês. É o solstício de inverno e sempre comemoramos a entrada dessa estação com uma grande festa. Qual vai ser a banda convidada, que roupa vestir, quem vai ser o nosso par, tais dúvidas tomam conta da mente de todos os alunos, principalmente, das garotas.
Melissa e eu tagarelamos como duas aves:
- Você já escolheu o vestido que vai usar? Eu estou em dúvida entre aquele vermelho de veludo que vimos ontem na vitrine da Jolie’s e o preto que poderia copiar das páginas da Vogue.
- Melissa, decididamente, não sei ainda qual o modelo, mas a cor da roupa vai ser preta.
- Então, não vou usar essa cor também, senão ficaremos como um casal de corvos quando nos encontrarmos no banheiro do clube!
- Haha! Na verdade, estou mais preocupada com o meu par – como vou fazer para me insinuar ao Louis e induzi-lo a me convidar?
- Ele não tem uma namorada, você não tem contra quem lutar! Mas é tão tímido e distante que não vai ser fácil, temos que pensar numa tática...
- Que tal o ataque surpresa?
- Talvez seja a melhor opção, já que não temos muito tempo, restam só duas semanas para o baile.
- Quantos minutos faltam para voltarmos à aula?
- Ainda temos dez...
- Vou aproveitá-los.
Sem hesitar, caminhei na direção de Louis, que estava sentado num canto, olhando fixamente para a ponta dos sapatos. Comecei uma conversinha mole, abordando banalidades e larguei, subitamente, a pergunta:
- Louis, você vai ao baile com alguma garota?
- Nem decidi se vou, muito menos se irei levar alguma garota comigo.
- Gostaria de ser o meu par?
Ele me encarou com dois grandes olhos azuis, surpreso e confuso.
Aproveitei aquele momento de indecisão para soltar mais um dardo:
- Tenho certeza que formaremos uma dupla especial.
Ele pareceu pensar alguns segundos, abriu a boca, fechou-a novamente e depois disse apenas: “ok, vamos juntos ao baile!”
O tempo passou e hoje é a grande noite. Vestida com um brilhante e macio vestido de veludo negro, os cabelos presos numa longa trança, a maquiagem pesada nos olhos e na boca e equilibrada em saltos agulha, aguardo a chegada de Louis. Falei com Melissa à tarde e além de fofocarmos sobre a festa, também comentamos sobre o casal de cães vigias da escola que foram brutalmente assassinados. Como nada foi roubado, a Polícia deduziu que os criminosos desistiram de prosseguir o assalto por algum motivo desconhecido.
Mas a conversa foi substituída por algo mais excitante como a possibilidade do primeiro beijo acontecer durante a festa. Como seria: inocente, sensual, com ou sem língua, desajeitado ou vibrante? Mal conseguíamos conter a ansiedade imaginando a emoção de beijar a boca de um garoto...
Bateram à porta e vi Louis pela janela. Desci as escadas devagar e essa calma foi motivada pela necessidade de equilibrar-me no salto altíssimo; na verdade, queria correr! Entramos no seu carro e partimos, rumo à aventura.
Chegamos ao clube no auge da festa, o salão lotado, a música vibrando e a galera dançando animadamente. Pegamos uma bebida e ficamos observando os casais, até que ele me puxou para a pista. Mentalizei, com toda a força do pensamento, que o DJ tocasse uma canção melosamente romântica para que pudéssemos nos abraçar. E talvez os meus poderes tenham ajudado, porque foi o que aconteceu... Dançamos coladinhos e não podia parar de pensar quando seria a “hora do beijo”. Mas antes disso, eu tinha que ir ao banheiro!
Lá encontrei Melissa e trocamos confidências: qual de nós tinha beijado? Ela, já! Atirei um turbilhão de perguntas sobre minha amiga e estranhamente, o que mais a preocupou na hora fatal fora o seu hálito; medo e vergonha de estar com um bafão! Para prevenir, peguei o spray da sua bolsa e borrifei minha garganta, meus dentes, minha língua, me envolvi numa nuvem de dentifrício bucal!
Louis me aguardava perto da sacada e ficamos ali, apesar do frio intenso. Bem protegidos por grossos casacos, nos abraçamos. E quando percebi, nossos lábios se tocaram. Mal podia respirar de tanta emoção e pela exagerada dose de spray de hortelã que ingerira. De olhos fechados, abri a boca e movi a língua, mas senti algo estranho, uma movimentação agitada no corpo de Louis, como se ele estivesse tendo um ataque epilético. Abri os olhos e comecei a gritar quando vi que o lindo garoto de olhos azuis que eu amava estava transformando-se num... mefistóli!
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Ilusão

A indústria (alimentícia, farmacêutica etc) e profissionais mal intecionados apropriam-se de termos "saudáveis", como natural, verde e detox, por exemplo, e os deturpam, usam-nos em seu benefício e turvam a visão do consumidor, que pensa estar fazendo algo de bom para si, mas apenas caiu na mesmice, travestida de "boazinha e legal".
Da mesma forma, trocam a denominação de produtos, mas a formulação permanece.
É preciso estar muito alerta para perceber as enganações e armadilhas...
OLHO VIVO E FARO FINO!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Inventário - 60 anos da minha atual encarnação

Nunca pensei muito sobre como me sentiria ao chegar às portas da terceira idade, aquela que muitos insistem (numa interesseira campanha de marketing, visando gastar as economias do velhos em compras e viagens) em chamar de "a melhor idade". Na verdade, minha cabeça está a mil, bem mais recheada de conhecimentos e experiências (talvez um conjunto que possa ser chamado de sabedoria) do que quando era jovem e tola. Mas meu corpo já ressente-se do avanço dos anos, o nível de energia está mais baixo, a resistência, menor, o pique, em quantidade sofrível. O sangue ainda corre e pulsa com vigor nas minhas veias mas a vontade de pular e saltar, já era.
Fiz ótimas escolhas na minha vida até aqui mas também péssimas opções. Ambas me trouxeram até esse ponto e, portanto, sou a única responsável pelo que estou colhendo da minha plantação. Não delego a terceiros (como família, amigos, inimigos, azar, sorte ou Deus) a culpa ou competência pela minha atual situação. Se estou ou sou feliz? A felicidade e a infelicidade são estados voláteis, ora estamos abraçados a uma e ora, a outra.
Admiro quem está em níveis acima do meu e espero chegar neles também, algum dia; os que estão em níveis abaixo, se necessitam auxílio para progredir, sabem que estou disponível a espalhar o conhecimento que absorvi. E aos que compartilham comigo o mesmo nível (entendam que esse nível refere-se a um degrau de aprendizado, não pretende exaltar nem denegrir ninguém), sabemos que muitas vezes a lucidez incomoda e gostaríamos de também estar cegos, pois parece ser mais confortável. A Terra é um planeta de expiação, não espero muito de minha jornada por aqui; é um belo lugar, mas de muita desigualdade, o que gera sofrimento e discórdia. Tomara que esteja aprendendo o suficiente para poder seguir adiante e mudar-me para moradas mais dignas.
Uma coisa que me relaxa: mexer na terra e nas plantas
Uma coisa que me incomoda: ver pessoas lavando calçadas e automóveis com a mangueira jorrando água potável e preciosa
Uma coisa que me sensibiliza: música bem feita
Uma coisa que me seduz: uma história bem contada, seja num filme ou num livro
Uma coisa que ainda não superei: a morte de pessoas queridas
Um objeto de desejo: uma estante imensa, onde possa guardar com organização, minha imensa biblioteca
Dizem que hoje abre-se um portal, que é uma data significativa: 12/12/12, exatamente às 12 horas e 12 minutos.
Se acredito? Talvez... acreditava em tantas coisas que depois soube estarem equivocadas.
Por exemplo, descobri que as vacinas não nos protegem de doenças e que são tóxicas, que o leite da vaca é produzido especialmente para o bezerro e que prejudica o organismo dos humanos, que os agrotóxicos colocados nos vegetais simplificam o trabalho dos agricultores mas nos matam lentamente, que o câncer e a AIDS já têm cura há muito tempo mas escondem essa informação, que a indústria alimentícia produz comida sem qualidade para nos adoecer, de mãos dadas com a indústria farmacêutica, que produz os remédios que irão nos "curar", que não preciso comer carne de animais mortos para ficar forte e saudável, que Papai Noel não existe e esperei-o em vão, que príncipes encantados só vivem nos contos de fadas e pensei ter encontrado alguns pelo caminho... enfim, isso tudo é apenas a ponta do iceberg.
Logo, porque não acreditar que algo vai se abrir numa dimensão que não posso ver com meus olhos físicos? E se for para fazer milhões de pessoas juntarem-se num só pensamento, imaginando coisas positivas, que servirão para acelerar a nossa evolução? Pelo sim, pelo não, vou emitir essa energia, unir-me a milhões de pessoas exatamente naquele momento. Acham muito esotérico? Acho que mal, não faz.
Fiz 3 filhos (os pari e eduquei), plantei muitas árvore e escrevi vários livros (apesar de ter publicado só um).
Tenho que pensar em algo mais para fazer... sugestões? :)
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Conseguimos a defesa da amamentação prolongada!

A cantora Alanis Morissette declarou, no programa de rádio The Billy Bush Show, que é adepta da filosofia Attachment Parenting e que pretende amamentar o pequeno Ever Imre, de 1 ano e 4 meses, até quando ele quiser. “Assim, eu protejo a segurança e o bem-estar do meu filho. Esta fase é uma etapa muito importante das crianças”, revelou Alanis (21/05/12 - Revista CLAUDIA)
Esse post está relacionado com o anterior, mostra o resultado da enorme manifestação de pessoas revoltadas com a questão do desmame prematuro, incitado no Game dos Bebês, reality show inserido no programa Mais Você, de Ana Maria Braga e veiculado pela Rede Globo.
Valeu a pressão! Rede Globo, para de veicular asneiras! Parabéns pra todos nós que reclamamos, insistimos, apontamos e xingamos - não vamos apenas engolir o que a mídia diz, sem a reflexão e a análise.
"07/12/12 – PRDC recomenda à TV Globo que esclareça mães sobre período de amamentação Quadro exibido no “Programa Mais Você” orientou o desmame a partir do momento em que a criança começa a andar; Ministério da Saúde recomenda amamentação “até dois anos ou mais”
A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) em São Paulo recomendou à TV Globo que faça um esclarecimento em rede nacional para informar que o Ministério da Saúde, a Organização Mundial de Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam o aleitamento materno até “dois anos ou mais”.
A veiculação servirá para corrigir um erro de informação transmitido no último dia 3 de dezembro pelo “Programa Mais Você”, da apresentadora Ana Maria Braga. Num dos quadros do programa, chamado “Game Hipoglós Amêndoas”, o educador Marcelo Bueno orientou as mães a promover o desmame de seus filhos a partir do momento em que começarem a andar.
A recomendação, endereçada ao diretor-geral da Rede Globo, Carlos Henrique Schroder, estabelece prazo de três dias para que a informação correta seja veiculada no programa “Mais Você” com o mesmo tempo de duração (nove minutos e 41 segundos) que durou o quadro.
O esclarecimento deve ser feito, de preferência, “com entrevista de profissional especializado em aleitamento materno ou com a retratação do educador Marcelo Bueno, que manifestou a informação prejudicial à saúde das crianças”.
O documento determina, também, que as mães participantes do reality show sejam informadas sobre o equívoco e que tal esclarecimento seja veiculado no programa de Ana Maria Braga."
Leia na íntegra aqui.
Não devemos nos calar ante a divulgação de erros e mentiras! Muitas vezes o resultado da nossa manifestação de revolta pode demorar, em outras vir rapidamente, como nesse caso - o importante é por a boca no trobone!
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