Monday, November 17, 2008

Mudanças


Mudar é um processo que necessita de calma: esperar pelos resultados exercita nossa paciência, há pessoas que arrancam a todo instante a semente plantada para verificar se já está brotando.

Difícil largar nossos antigos hábitos, difícil acreditar que eles estão velhos e precisam de reciclagem.

Muitas vezes a mudança surge em nossas vidas sem pedir licença: quando alguém muito próximo morre ou vai embora, quando somos obrigados a abandonar nossa casa ou trocar de cidade, quando a situação econômica entra em parafuso, quando perdemos o emprego... são tantas as mudanças que podem chegar subitamente, nos obrigando à adaptação forçada e rápida ao novo.

E quando a mudança é planejada? Então temos tempo de pesquisar, pensar, pôr na balança os prós e contras, discutir com outras pessoas, montar projetos e esquemas.
Desenhada a planta, juntamos todo o material necessário para empreendê-la e nos julgamos muito fortes para a empreitada. Mas muitas vezes, desistimos no início da jornada.

Porque?

Talvez porque ainda não era a hora de mudar, não estávamos preparados.
Talvez porque não havia fé suficiente no teor da mudança.
Talvez porque mudar dá um certo trabalho e queremos distância do estresse.

Particularmente, prefiro a mudança planejada.
Mas nem sempre é assim que acontece.
Aos 46 anos, com dois filhos adultos, sem compromisso afetivo com ninguém, com uma razoável poupança e a cabeça cheia de planos de viagens, fui surpreendida por uma fantástica mudança, no meu corpo e na minha alma.
Descobri que... estava grávida!
Certa de que estava entrando no ciclo da menopausa, fiquei sabendo que havia um feto de 3 meses desenvolvendo-se no interior do meu organismo. Minhas gestações anteriores foram muito tranqüilas, não engordei demais, não vomitei, não tinha desejos estapafúrdios, então confirmar a existência dessa criança foi realmente uma surpresa, já que não havia recebido nenhum sinal e não contava absolutamente com a chegada dela na minha vida.
Tive que desmanchar o alicerce dos castelos que estava construindo.

Ser mãe novamente depois de tantos anos foi um exercício de renovação.

Quando tive minha primeira filha, era uma "mãe normal", das que levam o bebê ao pediatra, fazem tudo que ele manda, vacinam, dão leite em pó, mamadeira com leite de vaca, amamentam ao seio até os 4 meses (pasmem, mas nos anos setenta a amamentação ao seio não era estimulada, nem se cogitava em falar sobre os benefícios do leite materno e era indicado começar com os suquinhos e frutas já aos quatro meses de idade), dão antibiótico e deixam na casa da avó pra ir trabalhar.

Nessa época, já tinha tentado ser macrobiótica, depois de ler muitos livros sobre o assunto, mas na prática não me senti confortável e então adotei alguns itens, como mudar para alimentos integrais (principalmente o arroz), substituir o açúcar refinado pelo mascavo, comer soja (acontecia o boom desse grão) e abandonar a carne (principalmente depois de ler alguns livros do Ramatis). Havia pouquíssimos vegetarianos pelas redondezas (ser VEG ainda não era um modismo) e estava incluída nessa dieta beber leite de vaca, não se falava sobre os malefícios do leitinho bovino.
Hoje encontramos farta literatura provando que o leite da vaca é para ser dado ao bezerro, assim como deve-se evitar os excessos do consumo da soja, excetuando-se a forma fermentada.

Então, como mãe iniciante no naturalismo e bebedora de leite sem maiores preocupações (a não ser uma constante sinusite, que jamais imaginaria ter como uma das principais causas o consumo de laticínios), criei minha primogênita nos parâmetros citados acima, até engravidar novamente quatro anos depois.
Durante esses anos, mudei muito, em vários sentidos e direções, mas principalmente a maneira de pensar sobre saúde.

Larguei o pediatra e troquei pela homeopata.
Decidi não vacinar.
Com exceção do leite, que não era ainda criticado com fundamento científico, minha alimentação já estava bastante transformada e incluía menor quantidade de lixo (poucos industrializados, verduras com agrotóxicos – orgânicos praticamente não existiam) e MUITA leitura, minha biblioteca expandiu-se no setor de nutrição.
Meus filhos não comiam carne em casa, mas comiam na casa dos avós. Lá também consumiam muitas porcarias, que, como hoje, as pessoas acham que “fazem bem”. Eu trabalhava muito, estudava, namorava, não podia controlar totalmente o que eles ingeriam, pois dependia da ajuda de outras pessoas para criá-los.
A única doença que tiveram na infância foi bronquite, que conseguimos curar com homeopatia, mas muitas vezes as crises voltavam devido à alimentação láctea.

Essa narrativa pessoal tem a intenção de mostrar que “não nasci pronta”, isto é, também cometi muitos erros alimentares e de saúde, por falta de informação, mas não deixei que isso me impedisse de mudar, de procurar caminhos alternativos, que me levaram a resultados fantásticos e positivos.

Quando minha terceira filha nasceu, possuía um enorme conhecimento sobre nutrição e saúde, que certamente fez dela uma criança mais saudável e equilibrada.
Meu parto foi normal, amamentei até ela completar 1 ano e 8 meses, não dei carne, leite de vaca, danoninho, leite ninho, latinhas, caixinhas, embalagens coloridas e enfeitadas com eca dentro, não vacinei, consultei com homeopata, dei florais, amor, carinho, apoio e uma visão integral do mundo: estamos todos ligados, enquanto um elo da cadeia estiver quebrado o Todo não irá funcionar perfeitamente, logo somos responsáveis por ajudar na manutenção desse equilíbrio.
O que aprendi até agora formou meu posicionamento, mas sempre estou disposta a revisar, a repensar, a dialogar.

Se houver comprovação de que algo está incorreto, não tenho vergonha em assumir que também estou agindo incorretamente e prontamente refaço meus passos, corrigindo as falhas.

Por exemplo, atualmente estou interessada em crudivorismo, a alimentação viva é uma meta que pretendo alcançar progressivamente. Minha dieta já é composta de 60% de crus, entre sucos, frutas, saladas, cremes, musses e muitos pratos feitos sem auxílio do cozimento. Mas ainda não consegui abandonar o arroz com feijão, os bolos de cacau e fubá, o pão e tantas outras variedades da culinária de forno e fogão. Talvez eu nem chegue aos 100%, mas acredito que uma boa percentagem de crus é saudável.

Estou experimentando. Estou mudando. Estou em busca de.

Estou viva e ligada.

Estou aqui para compartilhar com vocês tudo que aprendi durante esses anos.
E aprender coisas que ainda não sei, que desconheço.

6 comments:

Maria said...

Oi Vera (de novo)

Encontrei essa entrevista interessante e resolvi passar para você. Leia, analise e opine pf.


Ler mais em:

www.luzdegaia.org/aajuda/len.htm
www.hooponoponotheamericas.org/pdfs/who-portuguese.pdf
www.hooponoponotheamericas.org/newsletter2.htm



***

ENTREVISTA COM O IHALEAKALA HEW LEN - Ph.D,

Criador do Ho'oponopono

Por Cat Saunders


Como demonstrar gratidão a alguém que lhe ajudou a ser livre? Como demonstrar gratidão a um homem cuja gentileza de espírito, e agudeza nas declarações, alterou completamente o curso de sua vida? Ihaleakala Hew Len é a pessoa que significa tudo isso para mim. Como um irmão de alma que aparece inesperadamente num momento de necessidade, Ihaleakala entrou em minha vida em março de 1985, um ano de grandes mudanças para mim. Eu o conheci durante um curso chamado Self I-Dentity Through Ho'oponopono, no qual ele era facilitador, juntamente com a nativa havaiana e kahuna (“guardiã do segredo”) Morrnah Nalamaku Simeona, já falecida.



Para mim, Ihaleakala e Morrnah fazem parte do ritmo da vida. Embora eu sinta um grande amor por eles, não consigo vê-los como simples pessoas, porque a forma com que eles influenciam minha vida vem através de um vigoroso pulsar, como o som de tambores africanos na noite. Recentemente, tive a honra de ser convidada a entrevistar Ihaleakala pela Foundation of I, Inc. (Freedom of the Cosmos), organização fundada por Morrnah. Mas minha maior honra foi saber que ele estaria vindo do Havaí especialmente para encontrar-se comigo.



Dr. Ihaleakala S. Hew Len é presidente e administrador da Fundação. Juntamente com Morrnah, ele vem trabalhando com milhares de pessoas há muitos anos, inclusive com grupos das Nações Unidas, UNESCO, Conferência Internacional pela Paz Mundial, Conferência da Medicina Tradicional Indígena, Curadores pela Paz na Europa, e da Associação dos Professores do Estado do Havaí. Tem também uma larga experiência no tratamento de pessoas mentalmente enfermas, com criminosos doentes mentais e suas famílias.





Todo o seu trabalho como educador é permeado e tem como suporte o processo Ho'oponopono.



Ho’oponopono significa simplesmente “acertar o passo” ou “corrigir o erro”. De acordo com os antigos havaianos, o erro provém de pensamentos contaminados por memórias dolorosas advindas do passado. Ho'oponopono oferece uma forma de liberar a energia desses pensamentos dolorosos, ou erros, os quais causam desequilíbrio e enfermidades.



No desenrolar do processo Ho'oponopono, Morrnah foi orientada a incluir as três partes do eu, que são a chave para a Auto-identidade. Essas três partes, presentes em cada molécula da realidade, são chamadas de Unihipili (criança/subconsciente), Uhane (mãe/ consciente) e Aumakua (pai/superconsciente). Quando esta “família interna” encontra-se alinhada, a pessoa está em sintonia com a Divindade, acontece o equilíbrio e a vida começa a fluir. Assim, Ho'oponopono auxilia na restauração do equilíbrio, primeiramente no individuo e depois em toda a criação.



Ao me apresentar este sistema tríplice, juntamente com o mais poderoso processo de perdão que eu conheço (Ho'oponopono), Ihaleakala e Morrnah ensinaram-me o seguinte: a melhor maneira de trazer cura para cada aspecto de minha vida, e para o universo inteiro, é assumir 100% de responsabilidade e trabalhar comigo mesma. E ainda aprendi com eles a simples sabedoria do total auto-cuidado. Como disse Ihaleakala, em sua nota de agradecimento após nossa entrevista: “Cuide bem de você. Se fizer isso, todos serão beneficiados.”





Certa vez, Ihaleakala ausentou-se uma tarde inteira, bem no meio de um curso do qual eu participava, simplesmente porque sua Unihipili (criança/subconsiente) pediu para ir ao hotel e tirar uma longa soneca. É claro que ele assumiu sua responsabilidade antes de se retirar, e Morrnah estava lá para dar prosseguimento ao trabalho. Fiquei impressionada com sua atitude. Para alguém como eu, criada numa família que ensinava a sempre colocar os outros em primeiro lugar, a ação de Ihaleakala foi no mínimo surpreendente e divertida. Ele tirou sua soneca e deu uma lição inesquecível de auto-cuidado.





Cat: Ihaleakala, quando conheci você, em 1985, eu havia recém começado a trabalhar com consultas individuais, depois de ter sido conselheira em agências durante quatro anos. Lembro-me de você dizer: “Toda terapia é uma forma de manipulação.” E eu pensei: “Cruzes! O que é que vou fazer agora?” Eu sabia que você tinha razão, e quase desisti da idéia! É claro que continuei, mas aquela sua colocação mudou completamente minha forma de trabalhar com as pessoas.



Ihaleakala: A manipulação acontece quando eu (o terapeuta) chego com a idéia de que você está doente e eu vou trabalhar em você. Coisa muito diferente é quando acredito que você veio até mim para me trazer uma oportunidade de olhar o que está acontecendo comigo. Nesse caso não acontece a manipulação.



Se a terapia for baseada em sua crença de que você está ali para salvar o outro, curar o outro ou orientar o outro, a informação que você traz emerge do intelecto, da mente consciente. Mas o intelecto não é habilitado para entender e abordar problemas. O intelecto não tem a menor condição de solucionar problemas! Ele é incapaz de compreender que, quando uma situação problemática é solucionada por transmutação (como no caso de Ho'oponopono e outros processos semelhantes), não só a situação fica resolvida, mas tudo o que estiver relacionado com ela, atingindo níveis microscópicos e estendendo-se até o início dos tempos.



Sendo assim, penso que a pergunta mais importante a ser feita é: “O que é um problema?” Se você faz uma pergunta como esta, não há clareza. E como não há clareza, eles inventam uma forma de resolver o problema...





Cat: ... como se o problema estivesse “lá fora”.



Ihaleakala: Sim. Por exemplo, outro dia recebi um telefonema de uma mulher, cuja mãe estava com 92 anos. Ela disse: “Minha mãe está com uma horrível dor nos quadris já faz muitas semanas.” Enquanto a mulher falava comigo, eu fazia a seguinte pergunta à Divindade: “O que está acontecendo comigo para ter causado a dor nesta senhora? Como posso resolver este problema dentro de mim?” As respostas vieram e eu fiz o que me foi solicitado.



Pode ser que uma semana depois a mulher me ligue para dizer que sua mãe está melhor. Isto não significa que não haverá reincidência do problema, porque pode haver causas variadas para aquilo que parece ser o mesmo problema.





Cat: Tenho acompanhado muitos casos de doenças crônicas e dores recorrentes. Trabalho com elas o tempo todo, usando Ho'oponopono e outros processos de clarificação, a fim de reparar toda dor que causei, desde o início dos tempos.



Ihaleakala: Sim. A idéia é que pessoas como nós estão justamente trabalhando em profissões de cura porque já causaram muita dor por aí.





Cat: Que coisa!



Ihaleakala: Não é maravilhoso a gente saber disso? E ainda atendermos pessoas que nos pagam por lhes ter causado problemas!



Eu disse isso a uma mulher em Nova York, e ela exclamou: “Meu Deus, se pelo menos eles soubessem!” Mas, como você vê, ninguém sabe. Psicólogos, psiquiatras continuam acreditando que a função deles é ajudar a curar o outro.



Vamos supor que você veio me consultar. Eu peço à Divindade: “Por favor, o que quer que esteja acontecendo dentro de mim que causou esta dor na Cat, diga-me como posso corrigir.” E então vou ficar continuamente aplicando a orientação recebida, até que a sua dor vá embora, ou até você me pedir que eu pare. O importante não é propriamente o efeito, mas chegar ao problema. Essa é a chave.





Cat: Você não focaliza no resultado porque isto não é de nossa competência.



Ihaleakala: Certo. Nós só podemos fazer o pedido.





Cat: E nós também não sabemos quando uma determinada dor ou doença vai se alterar.



Ihaleakala: Pois é. Digamos que se recomendou a uma mulher o tratamento com certa erva, a qual não está surtindo efeito. Novamente a questão: “O que acontece dentro de mim que faz com que esta mulher não receba os benefícios da erva?” E eu vou trabalhar com isso. Vou limpar e ficar de boca fechada, permitindo que o processo de transmutação se opere. Quando acontece de você se apegar a seu intelecto, o processo é interrompido. A coisa mais importante a ser lembrada, no caso de um trabalho de cura não surtir efeito, é aceitar a possibilidade de a causa do problema estar em erros múltiplos, em múltiplas questões e memórias dolorosas. Nós não sabemos nada! Só a Divindade sabe o que está acontecendo.



No mês passado, fiz uma apresentação em Dallas. Na conversa com uma mestra em Reiki, perguntei-lhe: “Quando alguém lhe vem com um problema, onde você vai encontrá-lo?” Ela me olhou intrigada. E eu disse: “Em você. Porque foi você quem causou o problema, e o seu cliente vai lhe pagar pela cura de um problema que é seu!”





Cat: 100% de responsabilidade.



Ihaleakala: 100% de consciência de que foi você quem causou o problema. 100% de consciência de que é sua a responsabilidade corrigir o erro. Imagine o dia em que todos nós formos 100% responsáveis!



Como vou convencer as pessoas de que nós somos 100% responsáveis pelos problemas? Se você quer resolver uma situação problemática, trabalhe-a em si próprio. Se a questão está ligada a outra pessoa, pergunte a si mesmo: “O que há de errado comigo que está levando esta pessoa a me incomodar?” Aliás, pessoas só aparecem na sua vida para lhe incomodar! Quando você sabe disso, pode superar qualquer situação e se libertar. É simples: “Sinto muito por tudo que está acontecendo. Por favor, perdoe-me.”





Cat: Na verdade, você não precisa lhes dizer isto em voz alta, e nem mesmo precisa entender o problema.



Ihaleakala: Aí está a beleza de tudo. Você não tem que entender. É como a Internet. Você não entende nada de como funciona! Você apenas chega até a Divindade e diz: “Vamos dar um download?” A Divindade então proporciona o download e você recebe toda a informação. Mas, como nós não sabemos quem somos, nunca damos o download direto da Luz. Vamos buscar fora.



Sempre me lembro do que Morrnah dizia: “É um trabalho interno.” Se você quer ter sucesso, trabalhe internamente. Trabalhe em você mesmo!





Cat: Reconheço que a única coisa que funciona é ser 100% responsável. Mas houve um tempo em que questionei isto, porque eu era uma pessoa do tipo super responsável, que cuidava de muita gente. Quando lhe ouvi falar sobre os 100% de responsabilidade, não apenas por mim mesma, mas por todas as situações e problemas, pensei: “Parado lá! Isso é pura loucura! Não preciso que ninguém venha me dizer para ser ainda mais responsável!” O que aconteceu foi que, quanto mais eu refletia sobre isso, mais fui descobrindo que há uma grande diferença entre um super responsável cuidado com o outro e um total cuidado comigo mesma. O primeiro tem a ver com ser uma boa menina, e o segundo, com ser livre.



Lembro-me de quando você contou sobre a época em que trabalhou como psicólogo na ala para loucos criminais no Hospital Estatal do Havaí. Disse que quando começou a trabalhar lá, havia muita violência entre os internos e que, depois de quatro anos, tudo ficou em paz.



Ihaleakala: Basicamente, assumi 100% de responsabilidade. Só trabalhei comigo mesmo.





Cat: É verdade que, durante todo aquele tempo, você não teve contato com nenhum dos internos?



Ihaleakala: É verdade. Eu só entrava no pavilhão para verificar os resultados. Se eles ainda apresentavam problemas, eu ia trabalhar mais um pouco comigo mesmo.





Cat: Você poderia contar uma história sobre a utilização do Ho'oponopono nos, assim chamados, objetos inanimados?



Ihaleakala: Certa vez, eu estava num auditório, preparando-me para dar uma palestra, e eu conversava com as cadeiras. Então, perguntei: “Há alguém aí que eu tenha esquecido? Alguém entre vocês gostaria de expor algum problema que exija cuidado de minha parte?” Uma das cadeiras respondeu: “Sabe, hoje num seminário anterior, havia um rapaz sentado em mim, o qual sofria com problemas financeiros, e agora estou me sentindo péssima!” Tratei de limpar aquele problema e logo pude ver a cadeira se endireitando e dizendo: “Ok! Estou prontinha para acomodar o próximo!”



Na verdade, o que eu tento fazer é ensinar a sala. Costumo dizer para a sala, e tudo o que há nela: “Vocês querem aprender o Ho'oponopono? Afinal, breve irei embora, e não seria ótimo se todos vocês pudessem dar continuidade a este trabalho?” Alguns respondem sim, outros respondem não, e há aqueles que dizem: “Estou muito cansado!”



Então, pergunto`a Divindade: “Para aqueles que dizem que querem aprender, como posso ensiná-los?” Na maioria das vezes, a resposta é: “Deixe o livro azul (Self I-Dentity Through Ho'oponopono) com eles.” E é o que faço. Enquanto estou falando, deixo o livro azul em cima de alguma cadeira ou mesa. Não costumamos acreditar que as mesas ficam ali, quietas e atentas a tudo o que esta ocorrendo ao seu redor!



Ho'oponopono é muito simples. Para os antigos havaianos, todos os problemas começam com o pensamento. Mas o problema não está no simples pensar. O problema ocorre quando nossos pensamentos estão impregnados de memórias dolorosas a respeito de pessoas, lugares ou coisas.



O trabalho intelectual por si só não é capaz de resolver estes problemas, porque a função do intelecto é de apenas administrar. E não é administrando as coisas que se resolvem problemas. Você quer é se livrar deles! Quando você faz Ho'oponopono, o que acontece é que a Divindade pega os pensamentos dolorosos e os neutraliza ou os purifica. Não se trata de neutralizar ou purificar a pessoa, o lugar ou a coisa. O que fica neutralizada é a energia que está associada a pessoa, lugar ou coisa. Portanto, o primeiro estágio de Ho'oponopono é a purificação da energia.



Então, eis que algo maravilhoso acontece. A energia não é apenas neutralizada; ela é também liberada, e tudo fica limpo. Os budistas chamam de Vazio. O último passo é permitir que a Divindade entre e preencha o vazio com luz.



Para fazer Ho'oponopono, você não precisa saber qual é propriamente o problema ou o erro. Você só tem que se dar conta de que está tendo um problema, seja ele físico, mental, emocional ou qualquer outro. Tão logo você o perceba, é sua responsabilidade começar imediatamente a limpeza, dizendo: “Sinto muito. Perdoe-me, por favor.”





Cat: Quer dizer que a verdadeira função do intelecto não é resolver problemas, mas pedir perdão.



Ihaleakala: Sim. Eu tenho duas tarefas neste mundo. A primeira é, antes qualquer outra coisa, cuidar da limpeza. E a segunda é despertar as pessoas que estão adormecidas. Quase todo mundo está adormecido! Mas a única maneira de fazê-las despertar é trabalhando comigo mesmo! Esta nossa entrevista serve de exemplo. Durante as semanas que precederam nosso encontro, estive fazendo o trabalho de clarificação, de modo que, quando nos encontrássemos, fôssemos como dois lagos juntando suas águas. Eles se unem e vão em frente. Só isso.





Cat: Nesses dez anos que faço entrevistas, esta foi a primeira vez que não me preparei. Toda vez que tentava fazê-lo, minha Unihipili dizia que eu devia apenas vir e estar com você. Meu intelecto fez de tudo para me convencer de que eu tinha que me preparar, mas eu não dei ouvidos.



Ihaleakala: Melhor pra você! A Unihipili, às vezes, é muito engraçada. Certo dia, eu ia descendo por uma estrada no Havaí. Quando me preparava para pegar um declive à direita, por onde eu sempre passava, ouvi a voz melodiosa de minha Unihipili: “Se eu fosse você, eu não descia por aí.” E eu pensei: “Mas a gente sempre vai por aí.” E continuei o meu caminho. Uns cinqüenta metros adiante, ouvi de novo: “Ei! Se eu fosse você, eu não descia por aí!” Segunda chance. “Mas a gente sempre vai por aí!”



Nessa hora, a nossa conversa já era em voz alta e as pessoas nos carros próximos me olhavam achando que eu era um louco. Andei mais 25 metros, e ouvi um estrondoso: “Se eu fosse você, eu não descia por aí!” E eu fui por lá. E lá acabei ficando parado por duas horas e meia. Por causa de um enorme acidente, estava tudo congestionado. Não se podia ir nem para frente nem para trás. Ai, ouvi minha Unihipili dizer: “Não falei?!” E ela ficou sem conversar comigo um tempão. E com razão. Por que falar comigo se eu não a ouvia?



Lembro-me uma vez, quando me preparava para ir à televisão falar sobre Ho'oponopono. Meus filhos olharam para mim e disseram: “Pai, ficamos sabendo que você vai aparecer na TV. Vê lá se põe umas meias que combinam!” Eles não se preocuparam com o que eu ia falar. Eles só estavam preocupados com as minhas meias. Você vê como as crianças sabem o que é realmente importante na vida?



* * *

Esta entrevista foi originalmente publicada por

The New Times, em setembro de 1997.



Para mais informações sobre Ho'oponopono e contato com Ihaleakala Hew Len, Ph.D,

visite o site www.hooponopono.org.



Cat Saunders, Ph.D é autora do livro Dr. Cat’s Helping Book.

Para mais informações, visite www.drcat.org .


http://danielcaixao.multiply.com/journal/item/239

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Gostou! Lei Também: Quem sou eu? Quem é o Responsável?



Ho'oponopono por Joe Vitale


Abraço.

Vera Falcão said...

Oi, Maria, achei essa maneira de encarar a vida interessante e colocarei os pontos que mais me chamaram a atenção e pq:

“Cuide bem de você. Se fizer isso, todos serão beneficiados.”
Para mim, é a idéia principal e não tem a ver com a noção tradicional de egoísmo, fala da interação que existe em todas as coisas do Universo.

"A idéia é que pessoas como nós estão justamente trabalhando em profissões de cura porque já causaram muita dor por aí."
Sim, tem tudo a ver com carma.

"Como vou convencer as pessoas de que nós somos 100% responsáveis pelos problemas? Se você quer resolver uma situação problemática, trabalhe-a em si próprio. Se a questão está ligada a outra pessoa, pergunte a si mesmo: “O que há de errado comigo que está levando esta pessoa a me incomodar?” Aliás, pessoas só aparecem na sua vida para lhe incomodar! Quando você sabe disso, pode superar qualquer situação e se libertar. É simples: “Sinto muito por tudo que está acontecendo. Por favor, perdoe-me.”
Essa afirmação é brilhante e mostra a responsabilidade que temos com tudo e com todos. Perdoar é libertar-se, cortar um carma e ir adiante.

“É um trabalho interno. Se você quer ter sucesso, trabalhe internamente. Trabalhe em você mesmo!"
A responsabilidade que temos com nós mesmos é a chave de manter o equilíbrio; vc não é um paciente que procura ajuda em outro mas trata de si mesmo; é o que tento fazer passando informações, para que as pessoas tenham o conhecimento e o usem, sem esperar pela ajuda alheia. Nós temos o poder dentro de nós e não o usamos... despertar as pessoas que estão adormecidas. "Quase todo mundo está adormecido! Mas a única maneira de fazê-las despertar é trabalhando comigo mesmo!" ABRA OS OLHOS!

"simples sabedoria do total auto-cuidado"
AQUI ESTÁ A CHAVE!

Maria, vou colocar também esse texto na comunidade Fora do Manual do orkut, para que mais pessoas leiam, ok?

um abraço

Ana Cláudia Bessa said...

Vera!!!!

que notícia deliciosa!
Ser mãe com tantos conceitos amadurecidos deve ser sensacional!

Há tanto tempo não vinha aui...quanta perda por minha falta de tempo!

Parabéns!!!!

Vera Falcão said...

Ana, são tantas atividades e tão pouco tempo... acho que hoje o tempo é a "mercadoria" mais valiosa que existe!
Por isso estou usando agora a ferramenta que permite seguir os blogs que nos interessam, assim não perco de vista as novas informações que vão surgindo e fica mais prático de acessar, tudo num lugar só e prontinho pro consumo (sem perda de tempo... rs).
Beijos

Anonymous said...

História bonita

Vera Falcão said...

Brigadão!